36 Vistas do Cristo Redentor por Ilustrador
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De Niterói au Catete…

Em meados de março, iniciamos o trabalho de pesquisa para o projeto “36 Vistas do Cristo Redentor”. Renato Alarcão e a pequena equipe que o acompanha nesta empreitada elaboraram uma lista de locais e situações que poderiam ser observadas e representariam belas vistas da cidade tendo o Cristo Redentor como elemento do cenário.

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Eu, Roberto, da Casa 21; Roberto, meu xará e nosso guia e, finalmente, Giovanni, na produção, saímos as 07h00 da manhã em direção a Niterói para juntar-nos a Renato Alarcão. Tínhamos marcado as 07h30 diante do edifício onde mora. Ah, já ia esquecendo de dizer que para não nos perdermos, Alarcão preparou e enviou-nos um pequeno mapa indicando em incríveis detalhes o percurso para chegar até a sua casa.

Nossa primeira intenção era visitar o Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói. A grande obra de Niemeyer só abriria as 10h00. Aguardando, Alarcão posicionou-se ao lado de um quiosque na Avenida Litorânea (Avenida General Milton Tavares da Souza), em face do Rio de Janeiro, e produziu, em pouco tempo, seu primeiro croquis. Vejam o resultado!!

A partir de Niterói


No MAC, fizemos diversas fotos – na área externa e interna - e estudos de pontos de vista e perspectivas para obter o melhor ângulo que incluísse detalhes do MAC, do Cristo e da pequena e bela ilha da Boa Viagem em frente ao Museu. MACO Museu apresentava uma bela exposição das obras de Niemeyer pelo Brasil e mundo afora. Conseguimos imagens com alunos de escola escutando atentamente seu professor na área externa do Museu, reflexos do Cristo nos vidros e imagens tiradas na parte interna junto à exposição. Foram diversos ângulos a partir do MAC e não sabemos ainda qual deles será fonte de inspiração para o Renato. Veremos…

Direção Rio de Janeiro, Usina do Gasômetro. Operação difícil, pois, Renato queria tirar fotos de cima do viaduto que, naquelas horas, tem uma grande circulação de veículos. Tivemos dificuldades para parar o carro e deixar o Renato no alto do viaduto. Após concluir as fotos, ele teve que caminhar bastante para juntar-se ao grupo.

Próxima parada, Sambódromo. Graças a simpatia e compreensão dos responsáveis locais, conseguimos autorização para subir na Arquibancada 06, uma das arquibancadas com recuo ao lado da Apoteose. No alto dela, vimos o Cristo e fizemos diversas fotos.

Bem, como ninguém é de ferro e consideramos ter, até então, realizado um bom trabalho, fizemos uma pausa almoço no Petisco da Vila em Vila Isabel. O dia estava muito quente e com exceção do motorista, nos refrescamos com algumas cervejas bem geladas. Hum!!!

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Em seguida, fomos ao maior estádio de futebol do mundo. Já tínhamos conseguido autorização para a visita. Renato fez o percurso dos jogadores ao entrar em campo, passando pelos corredores e escutando o ruído das torcidas no momento que precede a chegada ao gramado. Os organizadores simulam essa entrada em campo para os turistas que visitam o estádio. Subimos nas arquibancadas e vimos o Cristo. MaracañaNegociamos uma nova visita. Da próxima vez, queremos subir na laje superior onde pode-se obter uma linda vista do gramado e do Cristo. Retornaremos… Ainda bem que não fomos no dia da final da Libertadores!!!

Em seguida, fomos visitar os monstros de ferro do Cais do Porto. São antigas e enormes gruas, muitas delas, hoje, abandonadas nos trilhos do cais. Acompanhados por um motorista, gentilmente cedido pela Companhia Docas do Rio de Janeiro, ficamos circulando até encontrarmos um local com uma bela vista sobre o Cristo. Alarcão, corajosamente, pois, acreditem, o ferro de muitos degraus no acesso ao alto da grua estavam apodrecidos e qualquer descuido poderia por fim aos nossos planos para o dia, iniciou a subida à cabine da grua. São quase 30 metros de altura. O nosso herói caminhava com muito medo (ele confessou-nos!!!), conquistando cada degrau. Tanto medo que esqueceu da cabine e passou direto continuando a subida. Lá do alto ele gritava dizendo que não havia nenhuma cabine. Nós víamos que a cabine estava abaixo dele. Alertado sobre seu engano, desceu vários degraus e entrou na casa do manobrista. Até o nosso guia ficou apreensivo.

Continuamos as visitas programadas para o primeiro dia visitando as pilastras do profeta Gentileza(*). Para quem não sabe, o profeta Gentileza, de seu verdadeiro nome José Datrino, era uma figura singular de cabelos longos, barbas brancas, vestindo uma bata alvíssima com apliques cheios de mensagens, que a partir dos inícios de 1970 até a sua morte em 1996 percorria toda a cidade para fazer a sua pregação. A partir de 1980 encheu as 56 pilastras do viaduto do Caju, perto da rodoviária, com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar de nossa civilização. Como todo profeta, sentiu também ele um chamamento divino que veio através de um acontecimento de grande densidade trágica: o incêndio do circo norte-americano em Niterói no dia 17 de dezembro de 1961 no qual foram calcinadas cerca de 400 pessoas.

O tempo estava mudando e o Cristo ficou encoberto por nuvens. Decidimos, então, visitar uma loja de flores no bairro do Catete onde tínhamos visto uma estátua do Cristo em grande formato no meio de outras estátuas de animais e flores. Fizemos diversas fotos. Recentemente, estive no mesmo local e a estátua do Cristo desapareceu. Não consegui saber se foi vendida ou transferida para outro local!!!

(*) Documentário de Dado Amaral / Vinícius Reis – 1994 - 9 min sobre o Profeta Gentileza:
http://www.portacurtas.com.br/pop4_160.asp?cod=4955&Exib=5407

2 comentários para “De Niterói au Catete…”

  1. LuizJogos disse:

    Oi colega! Eu nao sou mto de fazer comentarios, mas gostei mto de seu site! Gostaria de te dar meus parabens! Continue assim!

  2. Luiz Alberto disse:

    Achei seu site hoje, pelo blogblogs, e gostei muito! Salvei seu site nos favoritos! Parab

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