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Extraído da Introdução do livro, assinado pelo próprio autor:
Voltei a Curitiba depois de doze anos. A primeira vez tinha vindo como convidado. Havia desenhado o poster da Mostra da 1a Bienal Internacional de Quadrinhos e, para um carioca, acostumado com o caos, a cidade foi uma surpresa. A segunda vez só confirmou a impressão da primeira. Algumas coisas mudaram, é claro. Curitiba está mais morena, mais agitada, e as garotas não usam mais um estranho topete que usavam naquela época. Mas continua limpa, organizada e verde.
Minha missão era captar sua alma. Percorri toda a cidade atrás dela. Foi um frenesi de lugares, culturas e etnias. Era carregado pra lá e pra cá pelos meus guias. Fui para o Rio, carregado de fotos e impressões. Curitiba foi se revelando aos poucos, algum tempo depois, à medida em que ia criando as ilustrações, juntando fragmentos de fotos e lembranças. De repente, tudo fez sentido. O conflito entre preservar o passado e se fundir ao presente gera a necessidade de criar uma personalidade própria, uma compulsão para o novo e o curitibano se lança ao experimentalismo arquitetônico, urbanístico, ecológico e artístico. |
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