IDEALIZADOR FALA SOBRE O FIQ

Um dos idealizadores do Festival Internacional de Quadrinhos, Roberto Ribeiro, da Casa 21, faz uma avaliação sobre os primeiros dias de realização do evento.

"O Centro Cultural UFMG está literalmente tomado pelos quadrinhos. Acho que utilizamos bem todos os espaços: exposições, vídeos, debates, bar, feira. Mas um evento como esse depende muito da participação do público. Por enquanto, grande parte dos visitantes é formada por amantes dos quadrinhos, por "fanzineiros". A expectativa é de receber, no final de semana, um maior número de pessoas.

Quanto aos convidados, a parte nacional está excelente, coerente com a proposta do FIQ, que é voltado para os autores que estão no mercado. Na internacional, temos grandes nomes como o espanhol Miguelanxo Prado e o francês Françoise Bouq.

O Concurso Nacional de Quadrinhos foi um sucesso e a qualidade dos trabalhos, espetacular. O nível dos participantes foi tão alto que o júri trabalhou cerca de oito horas para definir o ganhador.

A nossa proposta é de que o Festival se torne anual. Através de uma ampla consulta com o público e com os desenhistas, homenagearemos, a cada edição, um país e um desenhista nacional. Pretendemos também estabelecer um maior diálogo com os autores e editores para que o evento possa contribuir com a venda e divulgação dos quadrinhos".