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MARCELO CAMPOS
Qual o tema principal/assunto abordado no seu trabalho?
O Quebra-Queixo é um personagem de entretenimento, a intenção
em suas histórias não é outra além de divertir.
É claro que falo sobre coisas que leio em jornais e livros, tento
colocar um pouco de crítica permeando toda a história, mas
tento não levar minhas opiniões muito a sério, muitas
vezes ridicularizo o que penso sobre as coisas, até mesmo para
que isso não soe pretensioso. A ação sempre foi meu
forte, gosto da violência estilizada, engraçada, exagerada.
Acho que este é um elemento importante nas histórias que
criei para o personagem, ele é perfeito para isso, já que
ele pode perder uma perna ou um braço, ou mesmo ser vazado por
uma rajada de metralhadora e continuar vivo. Isso é uma brincadeira
com os velhos cartoons, onde os coiotes e gatos explodem e são
fatiados, mas sempre aparecem novos em folha, como se nada tivesse acontecido.
Você fez a redação e ilustração
de todo o trabalho?
Sim, faço o roteiro, o lápis e a arte-final. As cores ficaram
por conta de Alexandre Jubran e o letreiramento por conta da Fábrica
de Quadrinhos. Meus sócios Roger, Vilela e principalmente o Cariello
(que me ajudou na revisão dos textos, fez a montagem final e o
logotipo) me ajudaram muito durante o processo.
A estória é inédita ou já
foi publicada em algum outro lugar (revista, jornal)?
Sete histórias do Quebra-Queixo já foram publicadas no Brasil
em 1992 e 1993, quando ganhei o prêmio Ângelo Augustini de
melhor desenhista pelo QQ em 92 e os prêmios de melhor desenhista
e melhor roteirista de 93.
Qual a sua expectativa para o Festival Internacional
de Quadrinhos?
Estou ansioso para chegar em BH, principalmente pela presença de
Miguelanxo Prado, um artista maravilhoso, de quem todos aqui na Fábrica
somos fãs. Acho que eventos como este são necessários
para que esta arte não retorne ao gueto de onde saiu. Parece que
estamos sempre precisando lembrar às pessoas que quadrinhos existem
e que são um tipo de arte que tem muito a oferecer.
Você costuma participar de eventos como esse?
Sempre. Nós aqui na Fábrica estamos sempre envolvidos de
alguma maneira nesse tipo de evento.
Qual a importância do FIQ para os quadrinistas
profissionais?
Agitar, fazer com os profissionais se encontrem e troquem informações.
Levar os quadrinhos a outras mídias.
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